Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 26 de julho de 2015

EPISÓDIO 30 - O QUE VOCÊS FARÃO?

EPISÓDIO 30 – O QUE VOCÊS FARÃO?

どうする?

- Vocês devem morrer, Jacohrangers! – o Príncipe ALPHA disse – É a coisa mais correta. Aceitem sem resistir, pois esse destino é o mesmo de toda a vida no universo.
- O eu está dizendo, Príncipe? – Keiko gritou.
- Esse brilho nos olhos dele não é normal! – Takeshi gritou.
- Morram!
Uma onda de energia violentíssima arremessou os Jacohrangers longe. Partes de suas armaduras foram rompidas, cortes surgiram expondo ligas metálicas partidas e sangue escorrendo farto. Hematomas se tornaram visíveis. Capacetes, todos eles, sofreram as mais diversas avarias, quebrando em diferentes partes, revelando parte dos rostos ensanguentados e feridos dos Jacohrangers ALPHA.
Faíscas saíam cada vez que os heróis se movimentavam. Suas armaduras de batalha pareciam reagir contra qualquer tipo de movimento, como que querendo demonstrar que era inútil se mover.
Estavam derrotados.
- Eu poderia simplesmente retirar seus poderes, mas acho que é mais justo destruí-los com vocês usando seu poder máximo. Só assim entenderão o quão inútil tem sido sua luta. Seu mundo... Nenhum mundo pode ser salvo. Nenhum mundo merece ser salvo! Toda a vida no universo deve desaparecer.
E o Príncipe gargalhou de maneira realmente assustadora, fazendo até Aleph ficar assustado. Aquilo, definitivamente, não era normal.
- Ele está absolutamente fora de si – Naomi disse, o corpo imobilizado pela fraqueza extrema pelos ferimentos cruéis.
- Quem o está controlando? – Haruto questionou.
- Que pergunta estúpida! – era o ALPHA Blue – Só pode ser o pai dele. Quem mais teria poder para tanto?
Veio então mais uma rajada de energia absurdamente poderosa na direção dos heróis. Pela sua intensidade, certamente mataria a todos sem esforço. Aleph rebateu com o ataque mais poderoso que possuía, sabendo não ser capaz de repelir a ofensiva do inimigo. Almejava apenas minimizar os danos que seus pares e ele certamente receberiam.
Funcionou, pois a explosão imensa que os atingiu não matou ninguém.
Mas todos os seis Jacohrangers foram instantaneamente a nocaute.

***

Apesar de alguns sustos provocados pelos ataques dos deuses malditos, Brazilian Tokyo se recuperava aos poucos do trauma provocado pelo Império ALPHA. Comércios e escolas já abriam normalmente. Já havias transeuntes passeando pelas principais vias do centro da cidade. A agricultura e a pecuária, modestas naquela área essencialmente urbana, também seguia suas atividades rotineiras.
Naturalmente, apenas o turismo não tinha se recuperado – e nem poderia tão cedo. Ainda havia um receio gigantesco de novos ataques, ficando em Brazilian Tokyo apenas quem era de lá. Ninguém arriscaria sair de sua cidade – qualquer que fosse ela – para correr perigos – por mais linda que fosse Brazilian Tokyo.
No entanto, equipes de reportagem foram contatadas. Solicitava-se a presença delas em áreas rurais da cidade. Parecia haver algo absolutamente errado com a agricultura local.
Constatou-se que havia algo errado no solo. Lavouras imensas, que exportavam quantidades incríveis de vegetais a outros estados, tinham sido envenenadas. Havia algo terrivelmente nocivo impregnando o solo de Brazilian Tokyo – algo que só foi descoberto ao custo da vida de dois agricultores.
E aquilo não era tudo. Mortes inesperadas de cabeças de gado e resistentes raças equinas podiam ter alguma interligação com tudo aquilo.
Por fim, notícias vindas da companhia de tratamento de água da cidade davam conta que os rios que permeavam Brazilian Tokyo tinham sido misteriosamente contaminados por algo absolutamente inexplicável. Testes estavam sendo realizados para averiguar se as reservas disponíveis nos reservatórios ainda estavam adequadas ao consumo.
Do contrário, a cidade ficaria sem água potável.

***

Ele tinha aliados. Ou servos, ninguém sabia ao certo.  Mas, por algum motivo bizarro, preferia falar sozinho. Divertia-se em suas elucubrações constantes, como se houvesse dois dele: um que falava, e outro que assentia com a cabeça após ponderar muito.
No fundo, só confiava em si mesmo.
E por isso achava que tinha chegado a hora de agir.
- É hora de dar aos Jacohrangers os talismãs que faltam. Não, eles não os merecem. Não são os guerreiros que eu esperava que fossem. E não digo apenas por não serem, nem de longe, tão fortes quanto seria necessário. Mas o coração deles não vibra pela justiça. Não vejo neles o desejo insaciável de proteger os mais fracos, de defender a liberdade do universo. São heróis por imposição do destino, não por vocação. A Terra merecia mais.
Ele se interrompeu para pigarrear.
- Mas não há escolhas. Nem tempo. Eles morrerão se eu não agir logo. A própria Terra vai perecer se eu não fizer nada. É realmente uma pena. Eu gostaria de lhes dar poderes tão significativos quando estivessem mais preparados. Mais maduros. Mas acho que... Isso não irá acontecer tão cedo.
Outro pigarro.
- No fim, o importante é que a Terra ainda pode ser salva. É difícil. Eles terão que lutar realmente com o coração. Mas ainda há esperança. Pequena, mas ainda há. Por isso, agora não é hora para arrependimentos. Vou entregar logo a eles os talismãs.
E que façam bom uso deles. O universo depende disso.

***

- Hora do golpe final.
O Príncipe arremessou nos corpos desacordados dos Jacohrangers uma quantidade imensa de escombros oriundos da batalha. Tudo aquilo explodiu em uma espécie de barreira, um campo de força misterioso que surgiu repentinamente.
Sem entender exatamente o que tinha acontecido, o Príncipe ALPHA decidiu atacar com suas próprias energias, disparando uma quantidade monstruosa de raios. Uma energia destrutiva descomunal chocou-se contra a tal barreira.
- Quem está aí? Quem está fazendo isso?
Um homem misterioso apareceu. Enquanto caminhava, começou a mudar de identidade. Era um homem em trajes de explorador, depois virou uma menina indefesa e chorosa de seis anos. Em seguida, alguns passos depois, ganhou aspecto alienígena, de pele vermelha e chifres proeminentes. Tornou-se um executivo de terno, gravata e olhos puxados, para em seguida, virar uma forma humanoide indefinida revestida de luz.
- Não é fácil responder a pergunta de quem sou eu – o indivíduo disse – Ás vezes, nem eu mesmo sei. Deve ter notado que posso ser quem eu quiser. Ser todos, e ser ninguém ao mesmo tempo. Mas uma coisa eu lhe advirto: sou alguém mais forte que você, Príncipe ALPHA. Sou aquele que veio devolver a esperança à Terra. E a todo o universo.
- Você é alguém que fala demais! – e o Príncipe arremessou mais e mais rajadas de energia, sem sucesso algum.
Então, os Jacohrangers se levantaram. Feridos, com as armaduras semidestruídas, mas ainda capazes de lutar para defender a esperança e a paz.
- Jacohrangers, eu trouxe a vocês os talismãs que faltam. Com eles, vocês poderão lutar sem depender dos poderes do Príncipe ALPHA. Poderão devolver a esperança ao seu planeta e a todo universo.
Houve um silêncio. E o indivíduo pigarreou.
- Mas, para isso, terão que derrotar o Príncipe ALPHA. Farão isso? O que vocês farão, Jacohrangers? Da decisão de vocês, depende o futuro de toda a vida no universo.
Os heróis sequer precisaram se entreolhar, nem consultarem uns aos outros. Deram um passo à frente com a pouca energia que lhes restava. E responderam em uníssono.
- Nós queremos esses poderes! Vamos salvar a Terra!

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis passam por uma inesperada transformação. O Imperador envia mais um deus maldito. O que irá acontecer? Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 31 – O DIA EM QUE A ESPERANÇA VOLTOU!

sábado, 18 de julho de 2015

EPISÓDIO 29 - O COMEÇO DO FIM DA VIDA NA TERRA

EPISÓDIO 29 – O COMEÇO DO FIM DA VIDA NA TERRA

地球の命の終わりの始まり

- Subterfúgios até quando, Príncipe? – Aleph ergueu a voz – Diga logo qual o objetivo de seu pai! Ou terei que lhe fazer falar à força?
Por um momento, o monarca pareceu estar prestando atenção em outra coisa. Só então voltou de algo que parecia uma espécie de transe, e respondeu ao ALPHA Blue. Sua voz tinha um tom de profunda perturbação.
- Ele mesmo vai lhe responder isso.
O Imperador chegava ali. Levado por magia poderosa, o invasor postou-se diante do filho e de Aleph. Estava visivelmente enfraquecido, mas nem por isso menos confiante. O ALPHA Blue, definitivamente, não esperava por aquilo. Reencontrar seu inimigo mais odiado frente a frente em tão pouco tempo o pegou desprevenido.
- Que isso sirva para mostrar que vocês podem fugir, mas não por muito tempo. Se eu realmente quisesse destruir você – o Imperador olhou para Aleph – força alguma no universo seria capaz de impedir.
- Não pense que me assusta! – o guerreiro de traje azul disparou contra o vilão, tendo seu ataque refletido sem causar nenhum dano.
- Será que não há nada que eu possa fazer para evitar que vocês lutem? – o Príncipe gritou.
- Conte a ele, meu filho. Conte a seu amiguinho vingativo o motivo pelo qual este planeta ainda vive. Conte mais. Conte o que vai acontecer com este mundo, conte o que já está acontecendo. Conte de que forma planejo levar todo o Sistema Solar par ao inferno junto comigo quando eu morrer.
- Seu... desgraçado!
- Meu pai não irá morrer em uma explosão - o Príncipe começou a explicar – Ele vai morrer quando toda sua força vital abandonar seu corpo, dentro de alguns dias. Essa força vital é uma energia negativa terrivelmente intensa, que está começando a acabar com a vida na Terra. Primeiro serão os vegetais, depois os animais.
- Mesmo que os seres humanos não morram em um primeiro momento – o Imperador complementou – Vão acabar morrendo de fome.
- Essa energia negativa é tão intensa, que vai atingir outros planetas do Sistema Solar e além, e desencadear em todos eles um processo parecido. Outros sistemas estelares talvez também sejam afetados.
- Será o fim de toda a vida nesta parte da galáxia – o Imperador complementou – Lamento não poder destruir a galáxia inteira, mas tenho que isso vai acabar acontecendo mais cedo ou mais tarde.
- Por que faz isso? – havia nojo na voz de Aleph.
- A vida em todo o universo só tem sentido se eu for o senhor de tudo e de todos. Já que vou morrer, todos devem padecer junto.
Aleph virou as costas e começou a caminhar.
- Vai fugir de mim? – o Imperador bradou em tom de desafio – Achei que quisesse me destruir mais que qualquer outra coisa.
- Não tenho poder para fazer isso agora. Mas vou dar um jeito de acabar com você. Pode levar algum tempo, alguns dias. Mas antes que você morra devido a isso que corrói seu corpo, eu mesmo porei um fim à sua existência maldita. E farei o possível para salvar as vidas destes e de todos os demais planetas. Não é justo que eles paguem pela sua crueldade.
E tornou a se virar.
- Vai ajudar os Jacohrangers? – era o Príncipe quem perguntava.
- Sim! No fim, acho que estamos todos do mesmo lado.
E O ALPHA Blue partiu atrás dos outros heróis.

***

Raios misteriosos saíram do quinto deus maldito, indo encontrar-se com os corpos de suas antigas vítimas. Houve um momento de apreensão e gritos de incerteza. E então, surpresa...
Os heróis e as pessoas inocentes tinham recuperado seus sentidos.
- Por que fez isso? – Satoshi inquiriu, imaginando se tratar de algum tipo de truque perigoso.
- Para mostrar que não preciso estar em vantagem para ganhar de vocês. Venham lutar, Jacohrangers!
- Espere!
A voz era de Aleph. O ALPHA Blue. Agora seriam seis Jacohrangers contra o deus maldito.
Da tromba do inimigo saíram rajas explosivas, dispersando os heróis. Mais e mais projéteis explosivos começaram a ser lançados, de todas as direções, em grande velocidade. Os heróis se desviavam como podiam, mas logo começaram a ser atingidos. Em poucos minutos, todos tinham voado para longe, consideravelmente feridos.
O deus maldito transformou sua tromba em uma espécie de espada e a empunhou, contrariando a lógica. Avançou contra os heróis que se levantavam, abrindo talhos em suas armaduras. Aplicou uma violência sequência de golpes que quase os nocauteou.
- Viram só? Não é preciso usar todas as minhas habilidades contra vocês. Vocês não passam de lixo.
- Cale a boca! – o ALPHA Blue se levantou.
Subitamente, ele deu as costas ao inimigo, voltando-se para os heróis que agonizavam no chão.
- De pé, Jacohrangers! Enquanto vocês se lamentam no chão por seus ferimentos, o Imperador ALPHA está contaminando a Terra com sua energia negativa antes de explodir e morrer. Vocês não podem ver, mas animais e plantas vão começar a morrer lentamente. Vão permitir? Vão se dar o luxo de ficar deitados resmungando por seus ferimentos? Seu planeta e seu povo precisam de vocês! Levantem-se! Fiquem de pé! Lutem! Protejam não apenas a Terra, mas todo o Sistema Solar. E todo o universo! Vamos!
Mesmo caídos, eles se entreolharam.
- Eu sou um Jacohranger! – Satoshi bradou.
- Eu sou um Jacohranger! – Takeshi bradou.
- Eu sou uma Jacohranger! – Keiko gritou.
- Eu sou um Jacohranger! – Haruto disse.
- Eu sou uma Jacohranger! – Naomi berrou.
- E nós... – todos disseram ao mesmo tempo – Não vamos perder!
Os seis se levantaram e avançaram. As espadas eram as mesmas, as pistolas também. As armaduras danificadas não tinham mudado. Tudo era absolutamente igual ao momento em que eram derrotados.
Só havia diferente.
A determinação.
Com a ajuda dos ataques poderosos de Aleph, o corpo do quinto deus maldito foi sendo golpeado severamente. A criatura foi sendo ferida, escorrendo um sangue horrendo e asqueroso pelo chão. Explosões e faíscas surgiram às dezenas, decretando a quase vitória dos Jacohrangers até ali.
- ALPHA Cannon! – os cinco bradaram, e para a surpresa deles, o ALPHA Blue se posicionou para participar da emissão de energia – Fogo!
A explosão levou o deus maldito para o inferno. Um a menos, pensou Satoshi, enquanto as transformações dos heróis se desfaziam e eles se permitiam um descanso.
Resfolegaram e se entreolharam com a satisfação de quem tinha vencido uma batalha importante – ainda que não a guerra. Mas, quando fitaram Aleph, lembraram-se das palavras dele. A Terra começava a morrer aos poucos.
- Não sei quanto tempo vocês têm – o ALPHA Blue foi dizendo – Mas precisam vencer o Império ALPHA o quanto antes. Mas já os advirto que sou eu quem vencerá o Imperador. Quanto ao resto, acho que será mais produtivo trabalharmos em conjunto. Pelo menos por enquanto.
Então, o Príncipe ALPHA apareceu repentinamente. Os Jacohrangers tornaram a se entreolhar. Tinham vencido. No fim, agora que os sete estavam reunidos, talvez fosse possível pensar em alguma coisa.
Mas o brilho misterioso no olhar do Príncipe ALPHA os assustou. Havia algo muito estranho naquilo tudo.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

O Príncipe ataca os heróis. A Terra começa a sentir os efeitos da contaminação pela energia negativa do Imperador ALPHA. Os Jacohrangers atacarão seu mentor ou irão apenas se defender de suas investidas? Quem é o homem misterioso que se aproxima deles? Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 30 – O QUE VOCÊS FARÃO?

sábado, 20 de junho de 2015

EPISÓDIO 28 - VENHA, IMPERADOR!

EPISÓDIO 28 – VENHA, IMPERADOR!

来て皇帝

- Vai realmente tentar nos deter? – o Príncipe ALPHA perguntou ao guerreiro que se interpunha entre o Imperador e eles – Sou seu senhor... Esqueceu-se?
- Você vai foi meu Príncipe. Hoje é apenas um traidor. Vou usar a força para detê-lo também se for necessário.
Um raio violento fez o guerreiro se calar para sempre.
Quem o tinha assassinado pelas costas era ninguém menos que o próprio Imperador.
- Não admito que falem com meu filho neste tom. Quem decide se você é ou não um traidor sou apenas eu. Os demais devem se curvar ao que eu determinar.
O Imperador estava frente a frente com seu filho. Também presentes, sedentos pelo sangue do tirano espacial, Aleph, o ALPHA Blue, e Satoshi, ALPHA Red. Transformados e prontos para destruírem um dos cânceres do universo.
- Vim antecipar sua morte. Agradeça-me quando chegar são inferno – Aleph bradou.
Satoshi hesitou. Viu o ALPHA Blue avançar contra o inimigo em desabalada carreira, mas sabia que não podia fazer isso. O Imperador iria morrer e explodir toda a galáxia no processo. Como destruí-lo sem que a Terra pagasse o preço? Como impedir que ele continuasse destruindo planetas, sem destruir planetas no processo? Haveria um jeito?
E mais: seria possível vencê-lo?
- Vai precisar se esforçar mais! – o Imperador era jocoso.
Os ataques incessantes do Jacohranger de armadura azulada nunca atingiam o vilão. A velocidade do ser alienígena era algo sobrenatural, seus movimentos quase não podiam ser vistos. Golpes de espada, disparos de energia... nada tocava o corpo enfraquecido do Imperador.
Meu pai está, definitivamente, bem mais fraco que o habitual. Mas, ainda assim, a diferença entre os poderes dele e dos Jacohrangers é algo abismal. A triste verdade é que a Terra está condenada.
- Não tenho escolha! Mesmo que eu precise levar você aos confins do espaço, só poderei fazer isso se te enfraquecer primeiro – Satoshi gritou.
O ALPHA Cannon foi disparado, sem grande força, pois apenas um dos heróis o disparava. A energia sequer chegou perto do inimigo que se desviou com a mesma facilidade com que se esquivou dos ataques de Aleph.
Chegou um ponto em que ALPHA Red e ALPHA Blue agrediam com suas espadas incessantemente, em um dança de movimentos ferozes e pouco efetivos. O Imperador girava o corpo, movendo-se a uma velocidade impressionante, desafiando a percepção dos sentidos de qualquer ser humanoide.
Subitamente, seus olhos brilharam, e uma luz surgiu, arremessando Satoshi e Aleph para longe. Seus corpos foram de encontro ao chão com força, desfazendo quase que imediatamente suas transformações. Sangue escorreu farto, e o ser espacial sorriu.
O Príncipe ALPHA franziu o cenho.
Foi até os dois e os tirou dali com suas habilidades mágicas.

***

- Nós dois temos que ser suficientes! – era Takeshi, o ALPHA Black.
Naomi tinha perdido a visão, e Haruto a audição. Takeshi e Keiko tinham deixado ambos descansando – aparentemente, a perda de um dos sentidos os levava também a uma espécie de desespero sobrenatural. Gritavam e se debatiam, como se aquilo tivesse causado estragos em seus sistemas nervosos.
Por isso, apenas os outros dois Jacohrangers batalhariam.
Tinham ouvido sons de destruição e gritos vindos de um bairro próximo. Seguramente, o quinto deus maldito estava lá. E iria pagar por tudo aquilo.
As espadas do ALPHA Black e da ALPHA Pink atingiram o inimigo de surpresa, rasgando suas costas. Sequências de socos e chutes foram empurrando para trás o vilão, e mais ataques com a lâmina dos Jacohrangers derrubaram o deus maldito. Ele revidou com raios oculares dos quais Keiko e Takeshi se esquivaram.
- Não vamos cair no seu truque novamente – o ALPHA Black bradou, olhando com confiança para sua colega, como se tivessem planejado alguma coisa.
Os raios oculares do vilão vieram, seguidos de muitos outros. Todos fáceis de esquivar. Ele começou a cuspir sua gosma por todas as direções, cada vez que um Jacohranger desviava, uma pessoa inocente no local era tingida, tamanho o alcance das rajadas de substância cáustica.
- Seu desgraçado! – a ALPHA Pink bradou, avançando em desabalada carreira contra o vilão.
Espada e garras se chocaram várias vezes, com a heroína atacando e o monstro se protegendo. Keiko desferiu um ataque com todas as suas forças, abrindo sua guarda. O deus maldito apenas sorriu.
E cuspiu sua rajada maligna.
E então, quem sorriu foi a Jacohranger.
A energia do talismã dela envolveu sua espada, fazendo com que sua lâmina refletisse a cusparada, fazendo-a se voltar contra o deus maldito. Sem tempo hábil para se defender ou se esquivar, só restou ao vilão ser atingido pelo próprio ataque.
- Experimente do seu próprio veneno – os dois heróis quase disseram ao mesmo tempo.
Mas o deus maldito simplesmente limpou o rosto com as costas das mãos. E gargalhou.
- Sem dúvidas, foi um plano inteligente. Confesso que fiquei surpreso. Mas eu sou imune aos meus próprios poderes. Acharam que me venceriam desta forma tão infantil?

***

Príncipe ALPHA, Satoshi e Aleph estavam de volta. Tinham abandonado o local onde encontraram com o Imperador. O ALPHA Blue sentia-se humilhado; o Red e o monarca não sabiam exatamente o que pensar.
A habilidade de teletransporte do Príncipe ALPHA os tinha levado até os outros Jacohrangers mais próximos. No caso, Naomi e Haruto.
- Posso devolver os seus sentidos – o monarca disse – Só preciso que fiquem de olhos fechados e em silêncio por um minuto – a voz dele tinha força telepática, alcançando a mente de Takeshi, que não podia ouvi-lo.
- Não! – foi a resposta do Alpha Black, que cerrou os punhos e foi saindo.
- Vamos recuperar nossos sentidos com nossa própria força – Naomi complementou – Vamos derrotar o deus maldito com nossas forças, e voltaremos ao normal com nossas forças.
Os dois partiram, muito embora não soubessem ao certo onde encontrar o inimigo.
- Eu irei junto – Satoshi disse. E os seguiu.
Já estavam longe, quando o Príncipe ALPHA fitou Aleph com olhar de curiosidade extrema.
- Queria muito saber o que está pensando.
- Em ficar mais forte.
- Como?
- Meu orgulho não permite que eu peça ajuda a você, mesmo sabendo que você poderia fazer isso.
- Meu poder também tem um limite, Aleph. E este limite é bem inferior aos limites do poder do meu pai.
- Ele está enfraquecido. Isso é visível.
- Não, se ele estivesse eu teria...
A expressão de espanto do Príncipe assustou o ALPHA Blue.
- Se ele não está enfraquecido, mas demonstra estar... Então...
- Então o que?
- Já sei qual é o objetivo final do meu pai
Alguém ouvia aquela conversa nas sombras. Alguém refletia. Minutos depois, alguém tinha se decidido.
- Talvez, os Jacohrangers mereçam uma chance. Não só pela Terra, mas pelo bem de todo o universo. Talvez eu deva lhes entregar logo os talismãs faltantes.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

A batalha desesperadora contra o quinto deus maldito segue. O Imperador reaparece diante de Aleph, e sua real situação é revelada. A vida vegetal e animal do planeta corre perigo. Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 29 – O COMEÇO DO FIM DA VIDA NA TERRA

domingo, 7 de junho de 2015

EPISÓDIO 27 - OS VERDADEIROS SENTIMENTOS

EPISÓDIO 27 – OS VERDADEIROS SENTIMENTOS

本当に気持ち

- Tem ideia do que significa ver sua irmã assassinada porque ela se recusou a torturar inocentes até a morte?
O silêncio foi quebrado com aquela frase. O Príncipe ALPHA tinha uma expressão de desânimo. Era como se nada mais importasse. Contaria tudo. Todos os segredos, por mais vergonhosos que fossem, perdiam a importância frente à grande crise que se avizinhava. Era melhor os Jacohrangers saberem de tudo. Não porque fossem fortes o bastante para evitar a catástrofe, mas porque tinham o direito de, ao menos, tentar minimizar as consequências da desgraça.
Não, aquilo seria impossível. A Terra, e provavelmente todo o universo estavam condenados.
- Sempre fomos seres belicosos, conquistadores. Tiranos. Desde que me conheço por gente, é isso que o Império ALPHA sempre fez. Mas, em determinado momento, não sei dizer quando, pareceu que meu pai ficou mais cruel. Não bastava conquistar e escravizar povos. Era necessário fazê-los sofrer ao máximo, fazê-los agonizar. Era como se ele tivesse começado a gostar de torturar seus servos até o limite máximo de suas resistências.
Satoshi nada dizia, apenas ouvindo com um semblante de seriedade e nojo.
- Mesmo sendo criado em uma falsa crença de superioridade, mesmo sendo educado para pensar que éramos superiores e que o resto do universo nasceu para serem nossos súditos... Mesmo assim, era difícil ver tanta maldade desnecessária.
- E um dia, sua irmã não quis ser tão cruel assim, e seu pai a matou? – o ALPHA Red meio que antecipou-se, já entendendo parte da história.
- Sim, e aquilo não foi tudo. Minha mãe... A minha mãe...
E o Príncipe ALPHA chorou. Chorou como uma criança. Por longos minutos, Satoshi apenas contemplou aquilo de forma indiferente. Não conseguia sentir pena. Quantos milhões não tinham chorado muito mais por causa daquela família maldita?
- Com minha mãe aconteceu algo parecido... Mas... foi tudo de forma mais cruel... Mais violenta. Para não ter que confrontar meu pai, eu fugi. Sabendo que ele pretendia atacar a Terra, o planeta que tinha ficado famosos por ter derrotado o temível “Flagelo do universo”, eu vim para cá.
- E nos recrutou... E assim, tudo começou.
- Eu realmente não sabia o que fazer no começo. Talvez, pudesse ter feito tudo de forma diferente. Mas acho que foi feito o possível. Está sendo feito o possível.
- E a maldição que vai matar seu pai? Você sabia desde o início, não sabia?
- Sim. Até hoje, ele se recusa a aceitar que vai morrer em breve. Ele veio para cá acreditando que conquistaria a Terra, sem sequer cogitar a possibilidade de morrer. E eu vim para tentar detê-lo. Ele morrendo ou não, eu precisava proteger o seu planeta! – a voz do Príncipe se ergueu de forma incomum.
- Espera que eu acredite que...
- Sabe o que é se sentir culpado pela morte de milhões, bilhões de seres vivos? Eu precisava fazer algo! Ainda preciso! Não posso trazer de volta aqueles que já foram, mas posso impedir que mais gente morra! Entenda isso, Satoshi! Eu preciso fazer isso!
- Vou acreditar em você, Príncipe... Mas você vai ter que provar suas intenções.

***

Algumas pessoas não enxergavam, outras não ouviam, e ainda havia os que bradavam não sentir mais cheiros ou ter perdido a sensibilidade dos dedos. O ser maligno e bizarro que gargalhava parecia ter tirado os sentidos, aleatoriamente, das vítimas.
E então os Jacohrangers chegaram.
- Você... deve ser o quinto deus maldito...
- Pode me chamar do que quiser, herói verde. O fato é que vocês não poderão me deter.
O ser monstruoso cuspiu de sua tromba uma gosma esverdeada nojenta. ALPHA Black, Green e Pink puderam se desviar sem grande esforço, mas a heroína amarela fora atingida. Seu corpo se contorceu, e a substância estranha penetrou sua armadura, tocando seu corpo.
- Meus olhos...! Meus olhos! – ela gritava em profundo desespero – Não consigo enxergar.
- Maldito! – era Takeshi – Como se atreve?!
As espadas dos heróis se chocaram contra a pele grossa do inimigo, gerando talhos e explosões. Faíscas voaram, e o deus maldito abriu a guarda. Haruto, o ALPHA Green, avançou com sua lâmina energizada, pronto para estocar.
- Tome!
O aço perfurou a barriga do monstro, que agonizou terrivelmente ferido. Surpreendentemente, o deus maldito segurou a espada que o feria com força contra si, não permitindo que Haruto a tirasse de volta.
- Cuidado, Haruto! – Keiko gritou – Afaste-se, é uma armadilha.
- Idiota!
E o ser maligno cuspiu sua substância nociva contra o rosto do ALPHA Green. O Jacohranger praguejou, e gritou de agonia. Ficou em silêncio por alguns instantes.
- Haruto, você está bem? – Takeshi perguntou.
- Responda! – era Keiko – responda, Haruto.
Mas ele não ouvia. O ALPHA Green tinha perdido a audição.
- Vamos de ALPHA Cannon! – Takeshi gritou.
ALPHA Black e ALPHA Pink dispararam o poderoso canhão apenas com a energia dos dois, gerando uma explosão poderosa, porém não tanto quanto poderia ter sido. O quinto deus maldito foi ao chão ferido, muito próximo de ser derrotado. No entanto, acudir os Jacohrangers atingidos era prioridade.
- Nos veremos de novo, heróis! – o monstro bradou antes de sumir, ainda bastante machucado.
- Haruto, Naomi! – Keiko e Takeshi não sabiam o que fazer para curá-los.

***

- Saia do meu caminho.
Aleph, o Jacohranger Blue, estava frente a frente com alguém que barrava sua passagem. Dirigia-se até o local que o Império ALPHA usava como quartel-general. Diante dele, um ser armadurado, capacete negro, capa esvoaçante, espada de lâmina negra nas mãos.
Algum guerreiro poderoso do Império invasor.
- Vim matar seu Imperador! Saia do caminho.
- Não vai passar deste ponto.
- Então lutaremos.
- Você também é um dos terráqueos tolos que acha que tem qualquer esperança de proteger este planeta?
- Não importa quem eu sou. Vim destruir o maldito Imperador, e isso basta. Saia do meu caminho.
As espadas foram desembainhadas. Mas, antes que houvesse confronto, passos. Mais alguém tinha chegado. E eram vozes bem conhecidas.
- Esta é a prova que você queria? – o Príncipe ALPHA perguntou a Satoshi – O que ganhou com isso? Estamos aqui. Vai desafiar meu pai?
- Sim! E você? Virá comigo lutar?
Silêncio.
- Eu entenderei caso não venha – o ALPHA Red sorriu compreensivamente – ALPHA Change!
- Você não vai interferir na minha luta contra o Imperador – era Aleph, pronto para o combate.
- Esta batalha não é só sua. É de todo o universo.
O servo do Império abriu os braços, interpondo-se entre os dois Jacohrangers e seu alvo, quase que os desafiando a derrotá-lo primeiro. O Príncipe ALPHA manteve um silêncio de quem não tinha muito a dizer.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Satoshi e Aleph enfrentam ninguém menos que o Imperador ALPHA. Enquanto isso, os demais Jacohrangers lutam desesperadamente contra o quinto deus maldito. Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 28 – VENHA, IMPERADOR!

domingo, 24 de maio de 2015

EPISÓDIO 26 - ENQUANTO HOUVER ESPERANÇA

EPISÓDIO 26 – ENQUANTO HOUVER ESPERANÇA

希望があるかぎり

- Eu vou atrás do Príncipe – Satoshi bradou, resoluto como poucas vezes antes – Preciso ter com ele a conversa definitiva. Ele vai ter que me contar, nem que seja à força, como fazemos para impedir que a morte do Imperador destrua a Terra.
- Vá preparado para lutar – o Jacohranger Blue aconselhou – Ele não vai falar por bem. E pra falar a verdade, nem ele tem uma resposta para o seu questionamento. Como alguém poderia impedir que a Terra seja destruída em uma explosão dessa magnitude. Só se vocês conseguissem remover o Imperador e leva-lo a algum ponto distante da galáxia, longe o bastante de seu planeta.
- O que significaria sacrificar as vidas de outros planetas que estivessem próximos ao Imperador – era Naomi – Não seria justo também.
- Bilhões de vidas vão se perder – Aleph tinha um tom de voz frio, como se resignado com toda aquela desgraça – O máximo que vocês poderão fazer é não permitir que essas vidas sejam as do povo do seu planeta. Mas mesmo isso é difícil.
- Preciso ir!
Satoshi partiu.

***

Por algum motivo, o ALPHA Red sempre sabia onde encontrar o Príncipe ALPHA. O monarca alienígena manteve-se indiferente ao recém-chegado. Parecia estar sendo difícil para eles também.
- Eu vou contar tudo para você. Para todos vocês.
Palavras súbitas que surpreenderam Satoshi. O tom de voz também era outro. O que estava acontecendo com o Príncipe ALPHA?
- Todas as vezes em que eu disse que não devia contar nada, e que vocês deviam se preocupar primeiramente em lutar... Nunca tive a intenção de realmente lhes esconder nada. Mas é porque eu sabia que havia pouco tempo. Oito deuses malditos ainda precisam ser vencidos. Meu pai precisa ter retirado deste planeta, e eu não faço ideia de como. Mais servos do Império podem estar neste planeta e também precisarão ser vencidos. O poder de vocês ainda não é o ideal. É muita coisa precisando ser feita antes de vocês realmente saberem de tudo.
- Eu entendo você – Satoshi disse, e foi a vez do Príncipe ALPHA ficar surpreso – Mas, talvez, você é que não esteja nos entendendo. Sim, fica bem claro que você realmente não entendeu ainda algo muito importante sobre os outros e eu.
- A que se refere?
- Não é fácil lutar às cegas. Não é fácil se tornar mais forte sem saber exatamente o que está acontecendo. No começo, sem saber direito o que estava acontecendo, eu te odiava. Muito. Muito mesmo. Você sabe disso. Naquele momento, se o adversário da Terra fosse você, eu venceria. Não importa o quanto você é forte, eu destruiria você. Eu tinha direcionado todo o meu coração contra você, todas as minhas forças estavam buscando aquilo. Mas, hoje, já não sei mais a quem odiar. Temos que enfrentar mais oito deuses malditos. Como posso odiá-los se não sei pelo que passaram? Eles são tão vítimas quanto nós! Talvez, cada um deles também tenha uma história triste igual à do Aleph. Como posso enfrenta-los de todo o meu coração sem saber o que está realmente acontecendo?
- Satoshi, você está lutando para destruir, quando deveria lutar para proteger. Não importa quem esteja enfrentando, não importa os motivos. Você não luta porque seu inimigo lhe deu motivos suficientes. Você luta, e deve lutar, porque seu povo depende disso. Lute para defender a Terra, não importa contra quem seja. Use a força do seu coração da forma certa.
Houve um silêncio bem menos tenso do que seria no passado.
- Prepare-se, Satoshi! Eu vou contar a você toda a verdade.

***

Dois guerreiros enigmáticos, misteriosos. Capuzes e andrajos garantiam seus anonimatos, as vozes sussurradas e pouco audíveis aumentando o mistério. Nas mãos, afiadas katanas. Só era possível ver um brilho púrpura vindo daquilo que deveriam ser os olhos.
- Não haverá clemência – um deles disse – Usem toda a força que têm, ou serão eliminados.
- Se importam em dizer primeiro quem são vocês? – Haruto emitiu um sorriso.
- Só saberá se nos vencer!
O Jacohranger Blue deu um passo para trás – não era intenção dele se envolver uma batalha que não lhe dizia respeito. No entanto, foi o primeiro a ser atacado e teve que reagir.
Aleph gesticulou com a mão para que Takeshi e Keiko não o ajudassem, e partiu para cima do inimigo. Seus punhos bastaram para levar ao chão o adversário armado, que contra-atacou arremessando shurikens e ondas de fogo que vinham de sua espada. Rajadas de todos os tipos foram disparadas, e o empate parecia o resultado mais óbvio para aquela contenda.
- Vocês são deuses malditos? – Naomi gritou, enquanto lutava contra o outro inimigo junto com Haruto.
- Não diga absurdos! – foi a resposta.
Golpes de espada foram trocados a uma velocidade impressionante. Como o Jacohranger Blue fazia questão de batalhar sozinho, o herói preto e a heroína rosa vieram ajudar Naomi e Haruto. Os quatro praticamente retalharam o oponente com suas investidas, mas viram ir ao chão só os andrajos vazios – o verdadeiro oponente tinha se teleportado para trás deles, de onde desferiu um ataque que quase nocauteou os quatro.
- É com tão pouco poder que pretendem proteger a Terra? – um deles os ironizou.
- Foi um erro permitir que os talismãs caíssem nas mãos de heróis tão fracos – o outro complementou – Talvez seja melhor tomá-los de volta.
- Talismãs? – os Jacohrangers pararam e bradaram ao mesmo tempo.
- Como sabem da existência deles? – Haruto perguntou.
A resposta foram dois ataques devastadores vindos das katanas. Aleph se defendeu como pôde, mas acabou ferido e foi arremessado longe. Os demais Jacohrangers foram atirados longe, transformações desfeitas pelo impacto do golpe, sangue escorrendo farto por várias partes dos corpos de cada um deles.
- E pensar que viemos aqui para lhes entregar isso aqui – um deles disse.
E mostrou a eles um dos talismãs, sendo seguido por seu colega, que mostrou o outro. Eram os que faltavam.
- Quem são vocês? – Takeshi perguntou, ficando de pé a muito custo – Como têm esses talismãs?
- Se nos vencessem, teriam os talismãs e as respostas. Mas perderam. Por isso ficarão apenas com a dúvida.
- Fiquem felizes por não matarmos vocês.
Os dois seres sumiram, deixando os Jacohrangers tentando auxiliar uns aos outros em meio à infinidade de ferimentos que os fustigavam.
- Vocês são realmente patéticos – pela primeira vez, Aleph sorria – Nem vale a pena matá-los.
- O que você fará agora, Aleph? – Keiko perguntou.
- Vou atrás do Imperador ALPHA – o semblante dele voltou a ficar sério – Se ele vai morrer, que seja pelas minhas mãos. Talvez, ele esteja enfraquecido o bastante a ponto de eu ser capaz de vencê-lo. Mas se eu não puder, morrerei tentando.
Subitamente, ele se voltou furioso para os Jacohrangers.
- E não quero interferências, fui claro? – ele gritou – Esta é uma batalha minha. Não me sigam, não tentem me impedir!
E partiu, antes que os heróis pudessem sequer tentar dissuadi-lo.

***

Enquanto um servo poderoso do Império ALPHA mandava o quinto deus maldito causar destruição em Brazilian Tokyo, o Imperador ordenava que todos abandonassem seus aposentos.
Em sua forma real, o monarca supremo dos invasores era uma criatura simiesca imensa, de quase quatro metros de altura. Tinha um corpo bestial, com garras, presas, cauda e pele amarronzada coberta de pelos. A coroa em sua cabeça era feita de ossos de vítimas de povos conquistados. Ele tinha armas, todas feitas também de ossos, todas encantadas por poderosa magia. Nenhum delas usada em combate, apenas troféus, lembranças dos incontáveis povos que haviam caído ante a força do império.
O Imperador se contorcia. As veias saltavam, o líquido púrpura que devia ser sangue escorria fartamente. Ele começou a cuspir, como se algo quisesse sair. As mãos tremiam.
  - Não posso morrer desta forma.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Batalha contra o quinto deus maligno. O Príncipe ALPHA conta a Satoshi toda a verdade. Não percam:


EPISÓDIO 27 – OS VERDADEIROS SENTIMENTOS!